Petrobras inaugura era da captura de carbono no Brasil

Projeto-piloto em Macaé vai armazenar 100 mil toneladas de CO₂ por ano e posiciona país na vanguarda das tecnologias de descarbonização global.

Por Por Hellen Mendes-
4 Min

Petrobras inaugura era da captura de carbono no Brasil
Projeto-piloto em Macaé vai armazenar 100 mil toneladas de CO₂ por ano

A Petrobras aprovou a implementação do Projeto Piloto de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) São Tomé, iniciativa inédita no Brasil que promete capturar e armazenar até 100 mil toneladas de CO₂ por ano.

O projeto São Tomé funcionará como um campo de testes para novas tecnologias de CCS (Carbon Capture and Storage), técnica que consiste em reter o dióxido de carbono emitido em processos industriais e injetá-lo em reservatórios geológicos profundos, evitando sua liberação na atmosfera. A Petrobras afirma que o piloto servirá como base para avaliar a viabilidade técnica, econômica e regulatória de projetos em escala maior.


A iniciativa será acompanhada de perto por órgãos reguladores e marca um passo importante na estratégia de descarbonização da companhia e coloca o país no radar das tecnologias de captura e estocagem de carbono — uma das apostas globais para acelerar a transição energética.


Para o setor empresarial, a aposta da Petrobras pode abrir caminho para novas oportunidades no mercado regulado e voluntário de carbono. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o CEBDS veem com bons olhos a adoção de tecnologias que possam reduzir os custos de descarbonização em setores de difícil abatimento, como siderurgia e cimento.

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O sucesso do CCS São Tomé poderá atrair novos investimentos e demonstrar que o Brasil pode não apenas preservar suas florestas, mas também desenvolver soluções tecnológicas de ponta para a agenda climática global.

 

Inovação no combate às emissões


O projeto São Tomé funcionará como um campo de testes para novas tecnologias de CCS (Carbon Capture and Storage), técnica que consiste em reter o dióxido de carbono emitido em processos industriais e injetá-lo em reservatórios geológicos profundos, evitando sua liberação na atmosfera. A Petrobras afirma que o piloto servirá como base para avaliar a viabilidade técnica, econômica e regulatória de projetos em escala maior.


“Estamos diante de um movimento estratégico para o futuro da companhia. O CCS São Tomé permitirá ao Brasil avançar no domínio de tecnologias críticas para a transição energética, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso da Petrobras com as metas de neutralidade de carbono”, destacou um porta-voz da estatal.


Segundo a Petrobras, São Tomé contará com monitoramento contínuo de órgãos ambientais e reguladores, que irão avaliar a segurança do processo de armazenamento e a integridade dos reservatórios utilizados. A iniciativa dialoga diretamente com discussões no Ministério da Fazenda e na CVM, que buscam dar respaldo normativo ao mercado de carbono no país.
Especialistas avaliam que a regulação será fundamental para que iniciativas como essa possam se conectar ao futuro Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), previsto para ser implementado nos próximos anos.

 

CCS no cenário internacional


Embora ainda polêmico em alguns setores, o CCS é considerado pela Agência Internacional de Energia (AIE) como uma das soluções necessárias para limitar o aquecimento global a 1,5 ºC. Países como Noruega, Estados Unidos e Reino Unido já operam projetos comerciais de captura e armazenamento em grande escala. O piloto brasileiro, portanto, tem potencial de posicionar o país de forma competitiva nesse mercado emergente.
Fonte: Agência Petrobrás de Noticias


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