Dólar em alta afeta ativos sustentáveis; confira no boletim diário

Volatilidade cambial impacta ativos sustentáveis enquanto governo regulamenta mercado de carbono

Por Por Geisa Ferreira da Silva-
4 Min

Oscilação do dólar impacta ativos sustentáveis listados na B4

volatilidade cambial marcou o fechamento do pregão desta segunda-feira (8 de dezembro), com o dólar encerando o dia cotado em R$ 5,4249, refletindo uma alta de 1,5804% frente à sessão anterior. O movimento afetou diretamente os ativos sustentáveis listados na B4, que sofreram o impacto dessa flutuação sem registrar outras movimentações significativas ao longo da jornada.

A apreciação da moeda norte-americana permanece um fator relevante para investidores em crédito de carbono, já que parte considerável das negociações internacionais de carbono é precificada em dólares. Essa dinâmica exige atenção contínua de quem opera no segmento de transformação de ativos ambientais.

Acesse o documento completo em https://b4.capital/pt/boletins/08_12_2025.pdf 
Consulte também o histórico: https://b4.capital/pt/category/boletim/ 

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Novo Marco Regulatório em implementação

O evento que sobressai nesta segunda é o avanço institucional no mercado de carbono brasileiro. O Governo Federal criou o Comitê Técnico Consultivo Permanente (CTCP) do SBCE, um órgão estratégico para discussão e aprimoramento da implementação do mercado regulado de carbono no país.

Este comitê, regulamentado via decreto, funcionará com mandatos de dois anos, com reuniões agendadas bimestralmente. Uma de suas estruturas mais relevantes é a câmara específica para análise regulatória vinculada diretamente ao funcionamento do mercado de carbono, operando em caráter público e voluntário, sem remuneração.

A criação do CTCP representa um passo fundamental para estruturação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, que entrou em vigor em dezembro do ano passado. O comitê será composto por representantes da União, estados, entidades setoriais, academia e sociedade civil, garantindo participação multissetorial nas decisões sobre o mercado.

Consolidação da regulamentação

A estruturação desse novo órgão marca o avanço para a fase 1 da implementação do SBCE, que envolve a regulamentação inicial, criação de diretrizes operacionais e definição dos setores que se submeterão ao sistema. Espera-se que esses 12 a 24 meses iniciais estabeleçam as bases jurídicas e operacionais necessárias para o funcionamento adequado do mercado.

Comitê Técnico Consultivo Permanente será responsável por apresentar subsídios e recomendações para aperfeiçoamento contínuo do SBCE, incluindo critérios para credenciamento de metodologias de geração de Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVEs) e orientações para a elaboração do Plano Nacional de Alocação.

Com essa estrutura, o Brasil reafirma seu compromisso em consolidar uma governança transparente para o mercado de carbono, posicionando o país como referência global em soluções climáticas e criando segurança jurídica para operadores e investidores que atuam no segmento de ativos sustentáveis.

Sobre a B4 A B4 é a primeira Bolsa de Ação Climática do Brasil, criada com o propósito de reduzir as emissões de carbono e fortalecer o mercado de sustentabilidade por meio de tecnologia blockchain, garantindo rastreabilidade e segurança nas transações. Com operações iniciadas em 2023, a B4 trabalha para que empresas encontrem um ambiente transparente, conectando inovação tecnológica a práticas de responsabilidade ambiental. A expectativa é consolidar o Brasil como protagonista no mercado global de créditos de carbono, ampliando a liquidez e a confiança nesse segmento estratégico para a transição climática. https://b4.capital/