Empresas brasileiras consolidam ESG como diferencial estratégico

Pesquisa mostra que 76% das organizações nacionais ampliam investimentos em práticas sustentáveis, superando média global

Por Por Geisa Ferreira da Silva-
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A sustentabilidade corporativa consolidou-se como pilar estratégico nas organizações brasileiras. Conforme divulgado na mais recente edição do International Business Report (IBR), pesquisa trimestral da Grant Thornton que ouve mais de 4 mil executivos em 35 países, 76% das empresas brasileiras pretendem manter ou ampliar seus investimentos em iniciativas ESG, índice acima da média global (60%).

O cenário de incertezas econômicas globais não desestimula este compromisso. Pelo contrário, organizações de médio porte no Brasil mantêm e frequentemente expandem alocações de recursos em sustentabilidade, inovação e responsabilidade social, reposicionando ESG como diferencial competitivo diferenciado no contexto internacional.

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A mudança mais substantiva refere-se à natureza do compromisso. Para o empresariado nacional, o compromisso com práticas sustentáveis deixou de ser um tema apenas reputacional e passou a integrar a estratégia de negócios — com impactos diretos na geração de valor, na relação com stakeholders e na competitividade internacional, observa Daniele Barreto e Silva, sócia de ESG da Grant Thornton.

Esta transformação resulta de convergência de pressões. Fatores regulatórios crescentes, demandas de consumidores mais conscientes e exigências de investidores institucionais impulsionam consolidação da agenda no Brasil, que desponta entre mercados emergentes pela adoção voluntária e proativa de responsabilidade ambiental.

Brasil atrai capital verde internacional

A consolidação de práticas ESG abre portas para captação de recursos e parcerias globais. Em ambiente onde investidores institucionais priorizam negócios sustentáveis e cadeias de fornecimento transparentes, o Brasil posiciona-se como destino estratégico diferenciado.

A consolidação do ESG como prática empresarial coloca o Brasil em vantagem frente a outros mercados emergentes. Essa maturidade tem potencial para atrair investimentos e fortalecer a imagem do país como parceiro estratégico na economia verde Estado de Minas, afirma Glória Lucena, sócia de ESG e Due Diligence da Grant Thornton.

Organizações nacionais adotaram métricas e indicadores reconhecidos internacionalmente, facilitando acesso a financiamentos verdes e estabelecendo acordos comerciais com economias que priorizam descarbonização e transição energética.

Ativo de negócio permanente

O entendimento corporativo evoluiu. O empresariado brasileiro entendeu que o ESG é um ativo de negócios. As companhias que integram sustentabilidade ao planejamento estratégico não apenas se diferenciam no mercado, mas ampliam sua capacidade de competir globalmente Estado de Minas, conclui Lucena.