B3 cria selo para identificar ações verdes no Brasil
Nova classificação da bolsa brasileira segue padrões globais e destaca companhias com receitas sustentáveis. Medida combate o greenwashing no mercado de ações.
(Imagem: PortalB4/Proprietária)
A B3 deu um passo decisivo para aumentar a transparência do mercado financeiro nacional ao lançar a classificação de "Empresas e Ações Verdes" (Green Equity).
A iniciativa visa rotular companhias listadas que possuam uma parcela relevante de sua receita e investimentos (CapEx) vinda de atividades econômicas sustentáveis. A metodologia baseia-se em taxonomias internacionais, permitindo que investidores identifiquem, com um clique, quem realmente lidera a transição climática no país.
O Fim da Assimetria de InformaçãoAté então, o rótulo "ESG" era muitas vezes autodeclarado ou baseado em relatórios subjetivos. Com a nova classificação da B3, o critério torna-se técnico e auditável. Para o ecossistema de Transformação de Ativos, isso é fundamental: empresas classificadas como "verdes" na B3 são as originadoras naturais dos ativos de alta integridade negociados na B4.
Critérios de ElegibilidadePara receber o selo, as empresas devem cumprir requisitos rigorosos:
- Receita Verde: Pelo menos 50% da receita bruta anual deve vir de atividades sustentáveis.
- Investimentos: O CapEx verde também deve ser superior a 50%.
- Do No Significant Harm: A empresa não pode causar danos significativos a outros objetivos ambientais ou sociais.
A padronização alinha o Brasil às melhores práticas da União Europeia e dos EUA. Isso reduz o risco de Greenwashing e atrai o investidor institucional estrangeiro, que hoje possui trilhões de dólares destinados exclusivamente a ativos com rastreabilidade e governança comprovada.