Dirigentes de bancos multilaterais, que participaram de um evento organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, disseram na última terça-feira (22), que será necessário atrair o investimento anual de US$ 200 bilhões (R$ 1,11 trilhão) para a transição energética dos países da américa latina.
A grande questão é que executivos do setor energético alertam- para transformar esse potencial em realidade e atrair os bilhões necessários em investimentos, a região precisa urgentemente reduzir entraves regulatórios, jurídicos e financeiros que ainda afastam fundos internacionais de energia renovável.
Nesse sentido, os investimentos precisam superar dificuldades para que efetivamente sejam aplicados, uma delas é ultrapassar barreiras regulatórias, melhorar a interconexão elétrica e aprimorar a estruturação de projetos de energia renovável.
Durante eventos e fóruns recentes — como a Cúpula Latino-Americana de Energia e o Fórum de Finanças Verdes — lideranças do setor privado destacaram que, apesar da crescente demanda global por fontes limpas, a América Latina ainda oferece um ambiente de negócios instável. Os obstáculos vão desde marcos regulatórios pouco claros até dificuldades em garantir contratos de longo prazo e segurança jurídica.
Segundo Especialistas da Organização Latino-Americana de Energia, é possível que haja soluções de energia sustentável, mas, para isso, precisam ser criadas condições com marcos regulatórios adequados, investimentos e um bom equilíbrio público-privado, já que existem empresas da União Europeia que planejam US$ 20 bilhões em investimentos em energia renovável na região, onde 88% da energia renovável conectada à rede é produzida por empresas da EU.
De acordo com dados do Banco Mundial, a América Latina destina cerca de 3% de seu PIB (Produto Interno Bruto) à infraestrutura de energia, média inferior, em comparação com a média de 5% na Europa, Ásia, Oriente Médio e Norte da África.
Já um representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O BID, afirmou que, com os ajustes corretos, a América Latina pode se tornar um destino-chave para fundos climáticos globais”.
O BID, inclusive, já anunciou novos pacotes de financiamento para apoiar projetos de hidrogênio verde, energia solar e integração regional de redes elétricas pra isso.