PepsiCo reduz 44% de emissões em batata regenerativa

Projeto piloto no Brasil supera meta global. Multinacional aposta em bioinsumos e manejo de solo para garantir produtividade e mitigar risco climático.

Por Geisa Ferreira da Silva-
2 Min

A PepsiCo Brasil anunciou resultados expressivos de seu programa de agricultura regenerativa, comprovando que a sustentabilidade no campo gera eficiência operacional e redução de riscos.

Em um projeto piloto realizado na safra de 2024/2025, a gigante de alimentos conseguiu reduzir em 44% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no cultivo de batatas, sua principal matéria-prima. O número supera a meta global da companhia, que previa uma redução de 40% até 2030.

O case envolveu produtores parceiros em Minas Gerais e Goiás, totalizando uma área de 1.500 hectares monitorados. A estratégia baseou-se na substituição de fertilizantes químicos nitrogenados — grandes vilões das emissões agrícolas — por bioinsumos e técnicas de manejo conservacionista do solo.

Cadeia de Valor Resiliente

Para o mercado, o movimento da PepsiCo não é apenas ambiental, mas financeiro. Ao investir na saúde do solo de seus fornecedores, a empresa mitiga riscos climáticos que poderiam afetar o abastecimento de suas fábricas (risco de quebra de safra).

Além disso, a iniciativa ataca diretamente o Escopo 3 de emissões da companhia (aquelas que ocorrem na cadeia de fornecedores e são as mais difíceis de controlar).

Tecnologia e Mensuração

A parceria com a agtech Yara permitiu a mensuração precisa do carbono, transformando a prática agrícola em dados auditáveis. Isso cria um precedente para que, no futuro, essa redução de emissões possa ser convertida em Ativos Ambientais ou créditos de insetting dentro da própria cadeia.

Escalabilidade do Modelo

O sucesso do piloto brasileiro deve acelerar a adoção de práticas regenerativas em outras culturas e geografias da multinacional. A agricultura de baixo carbono deixa de ser um nicho para se tornar o novo padrão de Segurança Alimentar e Eficiência Produtiva das grandes corporações.


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